1- Fazer mil abdominais por dia diminui a barriga

De acordo com o profissional de Educação Física e personal trainer Ricardo Wesley, professor da Cia Athletica unidade Estádio Morumbi, o excesso de exercícios localizados para o abdômen não diminui medidas. “Os abdominais ajudam a dar mais estabilidade para a coluna. Os contornos da barriga também ficam mais firmes e definidos, mas a queima calórica é muito pequena. Como não é possível perder gordura apenas em um local do corpo, para ter uma barriga de tanquinho é preciso combinar exercícios abdominais, treinamento aeróbio e musculação”, diz o professor.

2- Malhar de manhã, sem comer nada, queima mais calorias

Segundo o professor de educação física Ricardo Wesley, treinar de estômago vazio não é bom, já que o organismo utilizará a massa muscular como fonte de energia, ao invés de queimar gordura. “A médio e longo prazo, esse processo vai queimar cada vez menos calorias, e a pessoa passará a não emagrecer. O ideal é acordar um pouco mais cedo e tomar um café da manhã leve, cerca de uma hora e meia antes de ir para a academia. Pão integral, queijo branco, blanquet de peru e suco de frutas formam uma refeição completa, mas recomendo consultar um nutricionista, já que os objetivos e necessidades são individuais”, explica Ricardo.

As pesquisas apontam mais motivos para incluir o café da manhã na rotina. Publicado na revista científica "American Journal of Epidemiology", estudo norte-americano sugere que as pessoas que não tomam café da manhã são quatro vezes mais propensas a desenvolver obesidade do que aquelas fazem a refeição todos os dias. Os cientistas explicam que quem pula a primeira refeição do dia tende a consumir mais calorias ao longo do dia.

3- Para emagrecer é preciso ficar, pelo menos, duas horas por dia na academia

Segundo o professor da Cia Athletica Ricardo Wesley, a longo prazo, praticar atividades intensas (por exemplo, spinning ou corrida) por mais de 50 minutos seguidos pode até engordar. “Até completar os 50 minutos de exercícios intensos, o nível de testosterona se mantém elevado, enquanto o hormônio cortisol, responsável pelo estresse, decai. A partir de 50 minutos, a taxa de cortisol aumenta muito. Vale lembrar que pesquisas recentes indicam que níveis elevados de cortisol estimulam o acúmulo de gordura, principalmente na barriga, e a perda de massa muscular”, orienta o professor Ricardo. 

4- Não pratico musculação porque o treino queima poucas calorias

De acordo com o personal trainer Ricardo Wesley, enquanto é praticada, a musculação queima menos calorias do que os exercícios aeróbios. “A vantagem da musculação é proporcionar gasto calórico considerável quando a pessoa está em repouso. O treino mais recomendado deve incluir exercícios aeróbios, como caminhada, corrida e spinning, além da musculação”, explica o professor.

Para quem pratica as modalidades no mesmo dia e deseja perder peso, o preparador físico orienta a começar pela musculação e então seguir para os exercícios aeróbios. “A prática de duas modalidades no mesmo dia leva ao que chamamos de treinamento concorrente, quando uma atividade física interfere na outra. Para estimular a perda de peso, comece pela musculação, que demanda mais esforço e gasta mais calorias em repouso. Dessa forma, seu desempenho será melhor nas duas modalidades e o gasto calórico aumentará”, recomenda o preparado físico Ricardo Wesley.

5- Convivo com dores no corpo por conta da academia, mas isso significa que o treinamento está fazendo efeito

“As dores são alertas do nosso corpo e não devem ser ignoradas”, orienta Ricardo Wesley. O personal trainer explica que a dor tardia, que não é sentida no momento que o exercício está sendo executado, pode significar um processo inflamatório. “O treino deve ser desafiador, mas não pode deixar a pessoa fatigada a ponto de não conseguir executar tarefas simples, já que o corpo vai levar muito tempo para se recuperar do desgaste. O fenômeno chamado de overtraining, em que a pessoa passa pratica mais exercícios do que a capacidade de recuperação do próprio organismo, pode levar a problemas na coluna, joelhos, tornozelos e outras regiões do corpo”, orienta Ricardo. 

Segundo o ortopedista e médico de esporte Alexandre Póvoa Barbosa, da clínica Orthobone, um check-up antes de iniciar o treino é muito bem-vindo. "Se durante a prática de exercícios você sentir a respiração ofegante, falta de ar, coração disparado, suor excessivo, tontura, dor de cabeça, desmaio ou dor abdominal persistente, isso é sinal de que o organismo não está suportando a carga proposta e o treinamento precisa ser revisto pelo professor”, explica o médico.

6- Quando sinto que consigo levantar mais peso, aumento a carga dos aparelhos, mesmo sem orientação

As séries de musculação são propostas pelos professores levando em conta o nível em que o aluno se encontra. “Levantar mais peso do que está previsto na série personalizada não significa que você esteja superando limites de forma saudável, já que as articulações não estão preparadas para aquela carga. Fazer agachamentos com muito peso, por exemplo, pode lesionar a lombar e os joelhos. Além disso, pode haver sobrecarga em algum músculo da região que esteja mais apto, levando a dores e lesões”, orienta o professor. 

7- Malhar 3 vezes pode semana por 30 minutos é suficiente para perder peso

O preparador físico Ricardo Wesley explica que essa frequência de exercícios é indicada para evitar problemas de saúde, mas é preciso um pouco mais de empenho para ver o ponteiro da balança se mover. “Até para ser saudável é preciso dedicar-se mais. Hoje, o Colégio Americano de Medicina do Esporte também considera que é preciso praticar 30 minutos de exercícios, 5 vezes por semana, para ter o mínimo de saúde e qualidade de vida. Para perder peso seria ideal comprometer-se a praticar 1 hora de exercícios físicos, 5 vezes por semana”, diz Ricardo. 

Ele explica que frequentar academia menos do que 3 vezes na semana pode ser um risco para o coração, já que recai na mesma questão dos atletas de final de semana, que se exercitam apenas aos sábados e domingos, e correm maior risco de sofrer infartos. 

Segundo o ortopedista Alexandre Póvoa Barbosa, “se mantiver um bom condicionamento, melhorar a condição cardiorrespiratória, circulatória, muscular e fizer uma dieta, é possível jogar bola no fim de semana sem preocupações, mas frequentar academia poucas vezes na semana não trará benefícios”.

 

Fonte: Site Bem Estar GNT